Hospital de Base

NOTÍCIAS

Bebê que operou barriga ainda ligada à mãe pelo cordão umbilical é transferida da UTI para o quarto, no Hospital da Criança e Maternidade

01/09/14

Trinta e cinco dias depois de ser submetida à cirurgia inédita no Brasil para correção de defeito de abertura na parede de seu abdômen, a bebê Ingrid Rafaela recebeu alta da UTI neonatal do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) e foi transferida na tarde desta segunda-feira (1º de setembro) para um quarto da instituição. Segundo a médica neonatologista Marina Lania Teles, a bebê está muito bem, alimentando-se normalmente, e está com 2 quilos, peso considerado normal para uma criança que nasceu prematura, com 35 semanas.
Ainda não há previsão para a alta hospitalar. O cirurgião pediátrico Paulo Nakaoski prevê que possa acontecer em breve, pois a evolução de Ingrid está sendo “bastante satisfatória”. No dia 28 de julho, Ingrid nasceu com uma gastrosquise, defeito de abertura na parede abdominal. Segundos depois de ser retirada do ventre e ainda ligada pelo cordão umbilical à mãe, a estudante Ana Catarina Vitorino da Silva, de 15 anos, Ingrid foi operada pela equipe do Hospital da Criança e Maternidade e pelo cirurgião pediátrico Javier Svetliza, que desenvolveu a nova técnica cirúrgica e a realizava, pela primeira vez, no Brasil.
A gastrosquise foi diagnosticada, segundo relato do médico Gustavo de Oliveira, da equipe interdepartamental de Medicina Fetal do HCM, graças a minucioso acompanhamento ultrassonográfico. Isto permitiu que os médicos pudessem programar a cirurgia com grandes chances de sucesso uma vez que não são todos os casos que podem se beneficiar desta técnica.
Duas equipes do Hospital da Criança e Maternidade, pertencente ao complexo da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), foram envolvidas para realizar a cesárea por símil-EXIT (semelhante ao tratamento intraparto extra-utero) e a cirurgia de correção da gastrosquise. Foram mobilizados oito médicos, entre obstetras, cirurgiões pediátricos e anestesistas, além de instrumentadores e enfermeiros, num total de 20 profissionais.
Os procedimentos foram assistidos simultaneamente do Hospital de Base, a outra instituição pertencente à Funfarme, a centenas de metros do centro cirúrgico do HCM, via videoconferência, por cerca de 50 médicos e profissionais de saúde.
Coordenado pelas médicas Denise Vaz Oliani, do HCM-Hospital de Base-Famerp, e Denise Lapa Pedreira (Faculdade de Medicina da USP), o grupo de medicina fetal iniciou a cesárea através dos obstetras Antonio Helio Oliani e Eloisa Galão, sendo a bebê mantida ligada ao útero da mãe pelo cordão umbilical. Para sedar a recém-nascida, a anestesista Eneida Vieira aplicou na mãe o anestésico que,  através da placenta e cordão umbilical, chegou ao bebê, sedando-o. Os cirurgiões Javier Svetliza e Humberto Liedtke precisaram de menos de 10 minutos para recolocar as alças intestinais para dentro do abdômen e costurá-lo após anestesia local periumbilical , auxiliados pelas neonatologistas Maria Carmem Monteiro e Marciali Gonçalves Fonseca Silva.

Veja mais notícias

Fone: 17 3201-5000 Av. Brigadeiro Faria Lima, 5544
15090-000 - São José do Rio Preto - SP
Hospital de Base © 2004 . 2012 - Todos Direitos Reservados
Intermídia Comunicação| CRIAÇÃO  DE  SITES  W3  MÍDIA