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Hospital de Base promove I Simpósio de Cuidados Paliativos, nesta sexta e sábado, na Famerp

22/11/13

A luta pela vida dos pacientes terminais e os desafios em torno do atendimento a estas pessoas serão discutidos por profissionais e estudantes da área da saúde, no I Simpósio de Cuidados Paliativos, promovido pelo Hospital de Base, nesta sexta-feira e sábado (22 e 23 de novembro), na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).
A programação inclui palestras e mesas redondas que vão enfocar temas como "Viver valores humanos no mundo em mudanças", "Aspectos psicológicos e espirituais do paciente terminal" e "Ética e morte". O número máximo de vagas já foi preenchido e as inscrições estão encerradas.

Serviço
I Simpósio de Cuidados Paliativos
Local: Anfiteatro Fleury na Famerp
Data e horário: dia 22, das 18h30 às 21h30 e dia 23, das 9 às 12h30
Informações: (17) 3201-5000 – ramal 1830 / cuidadospaliativos@hospitaldebase.com.br

Programação completa

Dia 22


18h30 – Abertura
19 horas – Palestra “Cuidados paliativos – definição e experiência do ICESP” por Prof. Dr. Toshio Chiba, Chefe dos Cuidados Paliativos do Instituto do Câncer de São Paulo – ICESP
19h50 –  Palestra “Custo dos cuidados paliativos – provando que vale a pena”, por Drª Milena Reis, médica de Cuidados Paliativos do ICESP
20h40 – Palestra “Viver valores humanos no mundo em mudanças” por Dr. Valmir Cedotti, psiquiatra do ICESP
21h30 – Encerramento/Coffee


Dia 23


9 horas – Mesa redonda “Experiência de serviços: Barretos, ICESP (enfermaria e UTI) e HB”, com Dr. Luis Fernando Rodrigues, Drª Ana Maria Nasser, Prof. Dr. Toshio Chiba, Enf. Chaiane Amorin Biondi, Drª Anielli Pinheiro Nakazone
9h50 – Mesa redonda “Aspectos psicológicos e espirituais do paciente terminal”, com Randolfo dos Santos Jr e Drª Milena Reis
10h40 – Coffee breack
11 horas – Mesa redonda “Hipodermóclise: indicações e restrições”, com Gabriela Carone e Camila Cristófero – ICESP
11h40 – Mesa redonda “Ética e morte”, com Dr. Eudes Quintino Jr e Randolfo dos Santos Jr
12h30 – Encerramento

O QUE SÃO CUIDADOS PALIATIVOS

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em conceito definido em 1990 e atualizado em 2002, "Cuidados Paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".

Nas fases iniciais do câncer, o tratamento geralmente é agressivo, com objetivo de cura ou remissão, e isso é compartilhado com o doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para esta condição mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

O término de uma terapia curativa para o câncer não significa o final de um tratamento ativo, mas mudanças em focos de tratamento. A OMS enfatiza que o tratamento ativo e o tratamento paliativo não são mutuamente excludentes e propõe que "muitos aspectos dos cuidados paliativos devem ser aplicados mais cedo, no curso da doença, em conjunto com o tratamento oncológico ativo" e são aumentados gradualmente como um componente dos cuidados do paciente do diagnóstico até a morte. A transição do cuidado ativo para o cuidado com intenção paliativa é um processo contínuo e sua dinâmica difere para cada paciente.

Os cuidados paliativos devem incluir as investigações necessárias para o melhor entendimento e manejo de complicações e sintomas estressantes tanto relacionados ao tratamento quanto à evolução da doença. Apesar da conotação negativa ou passiva do termo paliativo, a abordagem e o tratamento paliativo devem ser eminentemente ativos, principalmente em pacientes portadores de câncer em fase avançada, onde algumas modalidades de tratamento cirúrgico e radioterápico são essenciais para alcance do controle de sintomas. Considerando a carga devastadora de sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se avolumam no paciente com doença terminal, faz-se necessário um diagnóstico precoce e condutas terapêuticas antecipadas, dinâmicas e ativas, respeitando-se os limites do próprio paciente.


Os princípios dos Cuidados Paliativos são:


• Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.


• Reafirmar vida e a morte como processos naturais.


• Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.


• Não apressar ou adiar a morte.


• Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.


• Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.


• Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

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