Hospital de Base | Qualidade de Vida


Alimentação durante a pandemia

Nayara Cabral Barradas, nutricionista responsável técnica da Funfarme/ Hospital de Base

O comer emocional é normal, pois a comida tem um papel de conforto. O problema é quando a busca por prazer é só na comida.

Aprenda a diferenciar fome física de fome emocional
Fome é uma sensação natural do corpo, um sinal avisando que falta energia. Assim como precisamos respirar e dormir, precisamos comer. Existem alguns tipos de fome e precisamos diferenciar a fome física e a fome emocional.

Fome física: apresenta sinais físicos como estômago roncando, dor de cabeça, tremedeira, tontura, dependendo de pessoa para pessoa. Quanto mais desconectados com o corpo, mais dificuldade você tem de sentir. Ela é gradual, começa pequena e vai aumentando se demora para comer. Não é seletiva. Quando estamos com fome, comemos qualquer coisa. Ir à cozinha e ficar abrindo a geladeira para ver o que tem, não é fome.

Fome emocional: é uma sensação urgente. De repente, “tenho necessidade” de comer algo gostoso. Algo que preencha. O corpo está buscando preencher outro tipo de vazio e não é o estômago. Não temos vontade de comer, por exemplo, um tomate, mas sim, um chocolate, um salgado, etc. Ela é vinculada com uma emoção do momento como tristeza, ansiedade, alegria, medo, raiva.

Por isso, no momento que você for comer deve estar presente e se perguntar se é fome mesmo.
Se a resposta for sim, você precisa comer. Qualquer coisa.
Se a resposta for não, precisa se perguntar o que o seu corpo realmente quer.

Se alimente com atenção!

É comum escutar: “como em 10 minutos”, “como trabalhando”, “na frente da TV”. As pessoas não estão conectadas com aquilo que comem. É preciso comer comendo!

Tudo o que for comer, você vai sentar à mesa. Isso vai ajudar a ter um contato maior com o alimento, ficar presente, perceber qual o nível de fome, qual a quantidade mais adequada para sua saciedade, sentir a textura, sabor e consistência. Deu vontade de comer um chocolate no meio do dia. Sente-se para comer prestando atenção apenas no chocolate.

Colocar uma mesa mais agradável, deixar o ambiente gostoso e mastigar devagar, são pontos importantes que podem te ajudar.


Qual é a sua estratégia para lidar com a fome emocional sem ter que recorrer a comida?

O que você vai fazer quando perceber que quer comer e não é fome? Autoconhecimento é a melhor resposta!

Tente identificar:  O que está te levando até a comida?  É algo que você pode resolver ou pode mudar?  

Ex: brigou com o namorado ou está infeliz no seu trabalho.

Você precisa resolver seu problema com seu namorado ou fazer do seu trabalho um local mais prazeroso. O chocolate não resolve isso. Se você sabe a CAUSA, resolva.

É algo que você não pode resolver ou mudar?

Por exemplo: uma doença ou uma pandemia mundial.

O que você pode fazer para melhorar como você se sente, além de comer?

Faça uma lista de coisas que você realmente gosta ou te acalma pode ajudar. Ler, ouvir música, pintar, meditar, dormir, cantar, gritar, orar/rezar, brincar com o cachorro, assistir filmes ou séries, montar quebra-cabeças... alguma coisa com certeza te faz mais feliz e te relaxa. Mude seu foco!

Como lidar com a vontade de comer?

Quanto maior a proibição que você se coloca, maior a vontade que você sente. Quando você se permite, a vontade tende a diminuir. Se você está com vontade de comer um doce, não adianta se enganar comendo banana. Coma o doce com consciência, pequenas porções. Não precisa exagerar.

Vontadezinha: Surge depois de um estímulo. Por exemplo, você viu um bombom na cozinha e nem estava pensando nele. Não precisa comer o bombom naquele momento. Você pode voltar seu foco para a atividade anterior e deixar o doce para depois.

Vontade: Não é algo urgente. Você está com vontade de comer o mousse de chocolate da sua mãe, por exemplo, mas pode programar para o próximo fim de semana ou no próximo mês. Não precisa de desesperar para comer.

Vontadezona: Geralmente está mais relacionada com a fome emocional, ansiedade, tédio, frustração, etc. Você está querendo preencher algo. Neste caso, use as dicas anteriores.

Resumindo: é normal ter vontade e é bom “matar essa vontade”. Mas é preciso olhar com consciência para saber o que seu corpo realmente quer e o que será melhor para o equilíbrio e seu objetivo.


Dicas práticas:

Tenha uma rotina
Você precisa oferecer para o seu corpo pelo menos as 3 principais refeições para manter o corpo nutrido. Isso não é robotizado. Vai ser flexível de acordo com a sua fome, como você está naquele dia. O importante é deixar o corpo nutrido. Isso evita que você fique “beliscando” ao longo do dia e evita o comer emocional.

Cozinhe mais
Coisas fáceis, mais naturais, temperos e preparações variadas. Não precisa ser todos os dias, se não tem costume. Cozinhar aumenta seu contato com os alimentos e melhora sua relação com eles.

Prefira alimentos mais naturais e menos ultraprocessados
Sem julgar os alimentos, porém, alimento de verdade é o que nutri mais e precisamos dar prioridade. Evite excesso de industrializados estocados em casa. Aproveite para usar as frutas, verduras e legumes para preparações como sucos, sopas, torta, vitaminas etc. Pode congelar, se precisar. Opte por alimentos com vida de prateleira mais curta. Quanto maior o número de ingredientes no rótulo, mais conservantes e ingredientes que você não conhece, mais industrializado ele é.

Não precisa julgar os alimentos
Antigamente as pessoas comiam arroz, feijão, carne, banana. Hoje as pessoas comem carboidratos, proteínas, fibras. Excesso de informações geram terrorismo nutricional e comer transtornado. Se você não tem nenhuma patologia, alergia ou condição que precise fazer alguma alteração, você não tem recomendação para excluir nada. Não existe alimento vilão e alimento mocinho. Todos os alimentos são permitidos. Os alimentos possuem características nutricionais diferentes. Uma coxinha é diferente de uma laranja, porém ambas podem fazer parte de uma alimentação saudável. Se eu estiver com fome posso comer uma coxinha, mas não preciso comer uma coxinha todos os dias quando eu sentir fome. Assim como não preciso comer 2 ou 3 laranjas após o almoço, só porque é fruta, isso vai ser um excesso.

O comportamento é mais importante que o alimento!

Tamanho das porções

Você só vai perceber o tamanho da porção se você se atentar a ela. Para isso, coma devagar. O corpo precisa de tempo para perceber o que você está comendo e sinalizar a saciedade.

Se você tem dificuldade de mastigar e comer devagar, troque o talher de mão. Se você é destro, coma com a esquerda. Isso aumenta o tempo da refeição. Reduzir o tamanho dos talheres também pode funcionar.

Se servir de porções menores e se tiver necessidade, colocar mais. Se perceber que está comendo pouco, coma mais. A intenção é ADEQUAR e não restringir.

Pacotes: 1 pacote de bolacha recheada, por exemplo, faz seu cérebro entender aquilo como uma unidade e ele entende que precisa comer tudo. Uma dica é não pegar o pacote todo e comer, mas sim pegar uma porção do pacote e deixar o pacote guardado. Sugestão: pegue metade do que está acostumado. Se habituou? Agora comece a pegar metade da metade.

Não comece uma dieta e não siga um cardápio restrito. Isso não te proporciona autonomia e pode gerar frustração. Isso gera pensamento 8/80: “ou estou de dieta ou agora posso comer qualquer coisa” e isso causa excessos alimentares e gera fome emocional.

 

Padrão de beleza e autocuidado

O padrão da sociedade e a indústria da dieta querem que a gente se sinta eternamente insatisfeitos para sermos consumidores.

Muitos comportamentos de dietas são camuflados de autocuidado. Dieta e “estilo de vida” não são autocuidado. Isso te deixa frustrado se você não consegue atingir o seu objetivo e vai correndo buscar uma alternativa mais imediatista.

O que você pode fazer de autocuidado por você?

Seja ele autocuidado emocional, físico, espiritual, psicológico...

Cortar o cabelo, uma massagem, descansar, ver um filme, viajar, se afastar de pessoas que te fazem mal, comprar uma roupa nova, descobrir um hobbie novo. Quais carinhos você tem feito em você mesmo?

Quanto mais você se cuida, mais você quer cuidar e isso se reflete na alimentação.

Como manter a saúde mental em meio à pandemia

Carla Zanin, psicóloga da Funfarme/ Hospital de Base

 

A pandemia gerou uma rotina nova e inconstante. Diante disso, as pessoas se depararam com várias respostas emocionais como medo, ansiedade, estresse, tristeza, insegurança, angústia, incertezas quanto ao futuro, entre outras.

Observar o comportamento e identificar demandas emocionais podem auxiliar no processo de enfrentamento dos momentos difíceis.

A ansiedade é considerada uma reação natural diante de um evento importante e pode surgir mediante uma situação de estresse. Atente-se para os sintomas dela:

Sintomas físicos: mãos suadas, taquicardia, boca seca, respiração ofegante, falta de ar, tensão muscular.
Sintomas psicológicos: medo, sensação de perigo ou ameaça, angústia, inquietação, irritabilidade, fadiga, perturbação do sono e alimentar.

 

Diante de respostas emocionais, algumas estratégias podem ser utilizadas. Veja algumas dicas para melhorar sua saúde mental durante a pandemia:

Identifique pensamentos que geralmente são gatilhos mentais (Coloco minha família em risco; Não consigo manter o controle; Vou me contaminar; Sinto falta de ar);
Imagine a palavra PARE escrita em uma tela muito grande; mantenha sua atenção e repita mentalmente PARE;
Busque pensamentos positivos (Eu consigo enfrentar; Meu trabalho ajuda pessoas; Estou orgulhosa(o) de mim);
Distraia seu pensamento com vivências anteriores de histórias agradáveis, de sucesso, de alegria;
Ouça uma música que possa desencadear bons sentimentos e que proporcione relaxamento;
Faça um exercício de respiração: observe a respiração sem esperar que algo de especial aconteça; coloque as palmas das suas mãos em contato com o seu abdome, na linha do umbigo; inspire (puxe o ar) lentamente pelo nariz, contando mentalmente até 4 segundos, o que fará com que as suas mãos sejam deslocadas para frente; prenda a respiração por 4 segundos; solte o ar pela boca, contando mentalmente até 6 segundos, o que fará com que as suas mãos (abdome) abaixem.

 

 

Fonte: Secad (Sociedade Brasileira de Psicologia).

Como melhorar o foco no home office

Cristiane Midori, supervisora de Recursos Humanos da Funfarme/ HB

 

Muitos de nós experimentamos pela primeira vez trabalhar em casa, o conhecido home office. Para isso precisamos nos organizar e planejar a entrega de atividades. É uma realidade que veio para ficar!

Há muitas vantagens no home office, tais como como economia tempo e custo de deslocamento, liberdade para a administrar o tempo, menor interrupções por parte de colegas e telefones. Contudo, é preciso organização para melhorar o foco.

Conforme a pesquisa da SurePayRoll realizada entre 2016 a 2018, 86% dos colaboradores afirmaram atingir a “produtividade máxima” quando trabalham sozinhos e, para conseguir um bom o desempenho, listamos alguns passos para melhorar o foco no home office:

  • Escolha um local arejado com mesa e cadeira confortável;
  • Tenha a mesma rotina que o trabalho presencial: acorde, tire o pijama e se arrume como se fosse sair de casa;
  • Trabalhe em intervalos de 90 minutos;
  • Foque em um assunto nestes 90 minutos;
  • Determine um tempo para cada tarefa;
  • Ao final de cada tarefa, faça uma pequena pausa;
  • Determine metas para cumprir a cada dia;
  • Mantenha sempre contato com a equipe presencial;
  • Evite distrações como animais de estimação, WhatsApp, visitas, telefonemas sem relação com o trabalho e televisão;
  • Ao final do dia, faça uma pausa para descompressão no quintal ou na varanda para substituir o trajeto de volta e evitar que continue trabalhando.

 

 

Fonte:

Instituto Trabalho Portátil.  Disponível em: https://www.trabalhoportatil.com.br/blog/dados-trabalho-remoto/2020.

Política Home Office Funfarme, 2020.

Políticas de Home Office. Perfix Assessoria e Consultoria LTDA, 2020.

Coronavírus e o rim

Dr. João Fernando Picollo, nefrologista do Hospital de Base

 

Pacientes com doença renal são particularmente vulneráveis ​​à Covid-19 e às complicações que podem surgir a partir dessa infecção.

A infecção pelo novo coronavírus, mesmo em casos leves, pode ocasionar dano renal, como perda de proteínas e sangue na urina até alteração na creatinina. Nos casos em que ocorre dano mais grave da doença com necessidade de internação hospitalar, pode haver insuficiência renal aguda com necessidade de tratamento dialítico (em cada 10 pacientes de UTI com Covid, 3 podem ter necessidade de fazer hemodiálise). Essa alteração pode ser devido à gravidade da doença como devido a própria ação do vírus no rim.

Os pacientes em tratamento dialítico de manutenção, provavelmente, correm um risco maior de Covid-19 e suas complicações porque tendem a ter idade mais avançada e a ter múltiplas condições co-mórbidas (como hipertensão arterial e diabetes), além de ter a imunidade comprometida. A necessidade de deslocamento frequente para as unidades de diálise e o agrupamento inevitável de pacientes durante os turnos de diálise aumentam ainda mais o risco de transmissão viral.

Estratégias preventivas foram implementadas para minimizar o risco de transmissão de doenças em instalações de diálise, incluindo educação de funcionários e pacientes, triagem para Covid-19 e separação de pacientes infectados ou sintomáticos dos não infectados.

Também temos os pacientes com imunidade comprometida devido ao uso de imunossupressão, incluindo receptores de transplante e pacientes com doenças glomerulares (nefrites). Os agentes imunossupressores utilizados no tratamento desses pacientes têm um potencial inerente para causar linfopenia (redução no número de linfócitos) e/ou prejudicar a função linfocitária. Habitualmente, essas medicações não devem ser alteradas, porém em casos de infecção por Covid-19, o médico deve ser comunicado rapidamente para avaliar a necessidade de ajustar a dose das medicações.

Como até o momento não existe prevenção ou tratamento para infecção causada pelo novo coronavírus, devemos tomar as medidas necessária para evitar a infecção, até que um tratamento eficaz esteja disponível. Então, não esqueça de higienizar as mãos sempre, respeite o distanciamento social, use máscara e sempre que puder fique em casa.

Coronavírus x transplantados

Por ser uma nova doença, ainda faltam muitas informações sobre as consequências da infecção pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) em pacientes transplantados. Recentemente, séries de casos foram publicados e fornecem algumas informações sobre a apresentação clínica e o curso da infecção pelo novo coronavírus em pacientes transplantados.

Exames de tomografia do tórax demonstram pneumonia na maioria dos pacientes hospitalizados (75- 100%). Pacientes com infecções menos graves podem ter taxas mais baixas de anormalidades.

A mortalidade parece ser dependente da idade, com as taxas mais altas entre os adultos mais velhos (idade 50-59: 1,3%, 60-69: 3,6%, 70-79: 8%, 80+: 14,8%).  A mortalidade parece ser mais alta em receptores de transplante de pulmão e menor nas populações de transplante de fígado e coração.

Há uma escassez de dados sobre infecções leves e assintomáticas que poderão alterar essas estimativas. Embora muitos pacientes transplantados apresentem comorbidades como diabetes e hipertensão, os dados sobre pacientes transplantados são limitados. Uma alteração observada é a redução no número de linfócitos (linfopenia), mas não é possível dizer se a linfopenia está associada como manifestação de uma forma mais grave da doença.

Embora muitos receptores de transplante têm linfopenia induzida por medicação, deve-se prestar atenção especial ao paciente transplantado com suspeita ou confirmação de infecção por COVID-19 que apresentam número de linfócitos baixos.

Caso o paciente transplantado apresente sintomas ou teve contato com uma pessoa infectada  o ideia é procurar seu centro de referência para avaliação.

É importante lembrar que a lavagem das mãos, distanciamento social e uso de máscara é muito importante também para os pacientes transplantados. Além disso, ficar em casa sempre que puder é essencial.

Cronograma de alongamento em casa

Educadores físicos e terapeutas ocupacionais da Funfarme/ Hospital de Base

Devido à pandemia da Covid-19 que provocou várias mudanças na vida de todos, como o trabalho home office e a recomendação de evitar sair de casa até mesmo para praticar atividades físicas, o alongamento se tornou essencial para evitar o sedentarismo e manter corpo e mente ativos, seja por meio de atividade física ou até mesmo como forma de canalizar as energias que eram gastas em saídas diárias.

Alongamentos membros inferiores


1) Abertura as pernas (além da distância do quadril), incline o tronco em direção ao chão, com braços soltos no centro.
Leve os dois braços no tornozelo direito e segure por 15 segundos. Leve os dois braços no tornozelo esquerdo e segure por 15 segundos.
Retorne o tronco ao centro, suba lentamente e feche as pernas.


2) Coloque o pé direito à frente, eleve a ponta mantendo o calcanhar no chão, incline o tronco em direção a ponta do pé e segure com as duas mãos, mantendo a perna esquerda totalmente esticada. Repita o mesmo processo com o pé esquerdo.


3) Você vai precisar do auxílio de uma cadeira para fazer este!
Segure no encosto da cadeira, puxe a perna direita para trás, mantendo os joelhos paralelos e segure por 15 segundos. Repita o processo com a perna esquerda.


4) Ainda com ajuda da cadeira, segure no encosto com as duas mãos, estique os braços, desça o tronco e mantenha as pernas esticadas.

 

Alongamentos para coluna


1) Deite no sobre um tapete, toalha, colchonete, etc. Abrace as pernas e segure por 20 segundos.

2) Deite com os braços abertos (formato de cruz), dobre as pernas e gire para o lado direito e o pescoço para o esquerdo. Depois troque o movimento, gire para o lado esquerdo e o pescoço para o direito.


3) De 4 apoios, sente sobre os calcanhares e desça o tronco para frente com os braços esticados e abdome contraído. Mantenha por 20 segundos.


4) Ainda de 4 apoios, estique a perna direita para trás e o braço esquerdo para a frente, fique na isometria por 15 segundos. Repita o processo com o outro lado, perna esquerda esticada para trás e braço direito para frente. Atenção: o pescoço deve permanecer sempre elevado e o abdome contraído.

 

Alongamentos para membros superiores

1) Com as pernas abertas na distância do quadril, coloque as mãos na cintura e tente fechar os cotovelos atrás do tronco e segure por 15 segundos.


2) Com os braços soltos, faça uma rotação dos ombros bem lentamente para trás. Repita 10 vezes. Depois faça o contrário, com os braços soltos, faça uma rotação dos ombros bem lentamente para frente. Também repita 10 vezes.


3) Com o braço direito esticado, leve a mão esquerda ao cotovelo e puxe o braço contra o peito e olhe por cima do ombro direito. Depois, com o braço esquerdo esticado leve a mão direita ao cotovelo e puxe o braço contra o peito e olhe por cima do ombro esquerdo.


4) Abra a mão direita e leve no meio das costas e com a outra mão puxe o cotovelo e segure por 15 segundos. Repita o processo com outro lado, abra a mão esquerda e leve no meio das costas e com a outra mão puxe o cotovelo e segure por 15 segundos.


5) Estique os braços na altura dos ombros, serre os punhos e faça movimentos circulares lentamente.


6) Estique o braço direito na altura do ombro com os dedos para cima e com a outra mão puxe levemente para trás. Faça o mesmo com o braço esquerdo.


7) Estique o braço direito na altura do ombro com a mão para baixo, com a outra mão puxe levemente para trás. Repita o movimento para o braço esquerdo.

 

Alongamentos para o pescoço


1) Puxe o pescoço com a mão direita para o lado direito, mantendo o tronco reto e segure por 20 segundos. Depois puxe o pescoço com a mão esquerda para o lado esquerdo, mantendo o tronco reto e segure por 20 segundos também.


2) Junte as mãos e coloque a ponta dos dedos no queixo e empurre o pescoço para trás.


3) Entrelace os dedos, coloque atrás na cabeça, feche os cotovelos e puxe para baixo.

4) Com o pescoço relaxado, faça movimentos circulares bem lentamente com a cabeça (para a direita e depois esquerda).

5) Para finalizar, inspire devagar, subindo os braços e solte bem lentamente o ar, abaixando eles. Repita 4 vezes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Cuidados essenciais ao frequentar lugares públicos

Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) Funfarme

 

Devido à pandemia do novo coronavírus todas as pessoas precisaram adotar mais cuidados ao sair de casa, como o uso de máscara e o distanciamento social.

Mas afinal, são necessários cuidados específicos ao sair para fazer compras em mercados, açougues, padaria, farmácias, hospitais e outros locais públicos?

 

Em qualquer local público:

- Higienize as mãos com álcool gel frequentemente;

- Evite o uso de luvas, pois isso impede a higiene efetiva das mãos;

- Não toque os olhos, nariz e boca em nenhum momento;

- Utilize máscara de forma contínua, cobrindo boca e nariz o tempo todo;

- Evite deslocamento ou lugares com maior aglomeração de pessoas;

- Mantenha distanciamento de pelo menos 1 metro entre pessoas;

- Evite levar bolsas e outros pertences desnecessários;

- Evite a manipulação do celular durante as compras;

- Antes de ir ao mercado, padaria, açougue prepare uma lista de compras que atenda um período grande para reduzir o número de idas a este local.

- Quando estiver no mercado, higienize o carrinho nos locais de apoio;

 

Ao chegar casa:

- O calçado deve ficar do lado de fora da casa e ser higienizado, bem como a roupa que usou na rua.

- Lave bem as mãos e todas as áreas expostas, como braços e rosto.

- Higienize os produtos que foram comprados antes de guardá-los em armários ou geladeira.

- Higienize o celular e objetos de toque mais frequente.

 

Importante: as pessoas que são do grupo de risco ou pessoas que estão doentes devem evitar ao máximo sair de casa e pedir para alguém ir ao mercado, se possível.

Exercícios de fortalecimento muscular

Educadores físicos e Terapeutas Ocupacionais da Funfarme/ Hospital de Base

Você sabia?
Estabilidade do core (musculos do abdomen) é essencial para todo tipo de atividade diária e principalmente nos exercícios? Os músculos do abdômen e pélvis trabalham em conjunto para proporcionar estabilidade espinhal.
Ao se exercitar, muitas pessoas não dão a devida atenção ao início de cada movimento. O resultado disso é que acabam se movimentando incorretamente e provocando danos. No treinamento do core, os músculos devem ser suficientemente fortes para estabilizar, mas também devem ser recrutados de forma apropriada. Os benefícios do treinamento são: equilíbrio muscular que propicia a estabilidade, aumentando a força postural dinâmica. O método concentra-se no centro de força para fortalecer os músculos que foram utilizados incorretamente, ou que nunca foram usados. 

Veja alguns exercícios essenciais para o fortalecimento muscular!


Exercício 1
Flexione as pernas, mantendo os pés na largura do quadril, leve as mãos atrás da cabeça. Eleve o tronco do chão mantendo a coluna lombar estabilizada. Segure nessa posição por 5 segundos e volte à posição inicial. Repita este movimento por 3 séries de 5 segundos.

Atenção:
Tente manter o abdômen contraído a todo o momento. 
A lombar tem que estar totalmente alinhada no chão, não pode erguer.

Exercício 2
Com a coluna reta, sente-se em uma cadeira com encosto. Flexione os braços lateralmente, formando um ângulo de 90º. Alinhe os braços com a linha dos ombros. Mantenha os pés afastados. Faça 3 séries de 20 repetições lentamente (sem peso).

Atenção:
O fortalecimento é feito ao realizar a extensão dos cotovelos acima da cabeça e retornar à posição inicial.

Exercício 3
Sente-se em uma cadeira, mantenha as pernas em um ângulo de 90 graus como na figura. Estenda uma perna de maneira cuidadosa, sem “dar tranco” no joelho. Mantenha outra perna no chão. Lentamente volte a perna estendida à posição inicial. Faça 3 séries de 12 de cada perna.

Atenção:
Faça o exercício lentamente.

Observações:
Em todos os exercícios mencionados acima, mantenha sempre a coluna reta, com os ombros para trás, peito para frente, mantendo o abdômen contraído a todo o momento. 
Concentre-se na respiração! Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca.
Faça o exercício no seu limite, caso não consiga executar as séries que foram pedidas, faça o quanto aguentar. Com o passar do tempo, o músculo estará fortalecido e você conseguira executar a quantidade mencionada. RESPEITE SEU LIMITE.


Bom treino